segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Aloysio Balbi
















Nasceu em Campos em 03 de dezembro de 1958.  Filho de Luiz Gonzaga Balbi e Aparecida Balbi.  Em 2012, conta 35 anos de profissão como jornalista e 27 anos de atuação como correspondente do jornal ‘O Globo’. Escreve ainda para o jornal ‘Extra’, também pertencente às Organizações Globo. Na década de 1990 foi coordenador regional da apuração de eleições da Rede Globo de Televisão, a convite de Olga Curado, então editora Rio da Rede Globo, e do chefe de jornalismo Gustavo Kai. 
Trabalha há 30 anos no jornal ‘Folha da Manhã’, jornal de maior circulação do interior do estado do Rio, onde já desempenhou o cargo de diretor de Redação, nos anos 1990.  Na editoria de Opinião, atuou como assistente do jornalista Aluysio Cardoso Barbosa, fundador e consultor da Folha da Manhã. Com o falecimento deste, em 15/08/12, assumiu a tradicional coluna ‘Ponto Final’ ao lado de Aluysio Abreu Barbosa e de Alexandre Bastos. Além disto, é o responsável pelas edições de projetos especiais do jornal.
Suas reportagens no jornal ‘O Globo’ viraram referências bibliográficas em livros e teses acadêmicas.
Durante as décadas de 1980 e 1990, assinava uma prestigiada coluna de humor, na ‘Folha da Manhã’, com o pseudônimo de Berinha Muniz.
Balbi é membro da Academia Campista de Letras (ACL).

Obra:
São Fidelis: A história consagrada – 2009
Quissamã, a raiz de uma história - 2011
São João da Barra - Do porto ao pontal - 2012

Fonte:
BALBI, Aloysio. Quissamã, A raiz de uma história, 2011

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Walter Siqueira (professor)












“A gente, quando envelhece
E sente a vida fugir,
Faz da saudade uma prece
Entre o chorar e o sorrir.”

O professor Walter nasceu em Quissamã (RJ), antigo distrito de Macaé,  a  18 de maio de 1928 e faleceu em 20 de julho de 2003. Filho de José Pereira de Siqueira e Maria Gomes de Siqueira.
Residiu em Macaé, onde fez seus primeiros estudos. Mudou-se-se para Campos em 1944, quando ingressou no Colégio São Salvador, vindo a concluir neste estabelecimento de ensino o curso ginasial, em 1947. Passou pelo Liceu de Humanidades de Campos, sem terminar o curso clássico, que teve inicio em 1949. De 1949 a 1952, estudou e  ao mesmo tempo lecionou, por se destacar como um ótimo aluno, na Escola Técnica de Comércio  Pedro II, ex-Academia de Comércio de Campos. Concluiu o curso Técnico de Contabilidade no Instituto Rui Barbosa. Conseguiu registrar-se em Geografia do Brasil, mediante exames de suficiência prestados na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro (1950). Entrou para o serviço público, em 1952, aprovado em concurso público. Aposentou-se como agente administrativo do Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social), agência Campos.
Exerceu o jornalismo profissional, tendo sido redator, revisor, secretário e diretor de vários jornais da região.
Teve uma vida literária intensa. Foi professor, jornalista, poeta, trovador e escritor. Era o polo catalisador das atividades literárias dos outros centros. Para ele convergiam os livros, os artigos, as cartas, os lançamentos de livros, convites de eventos culturais, livros para prefaciar, revisar e as noticias literárias proveniente de todas as partes do Brasil e até de outros países. Era uma espécie de "Embaixador da Cultura".
Fundou com Almir Soares e Pedro Manhães, em 1947, a Academia Pedralva  Letras e Artes, onde ocupou a cadeira que tem Silvio Fontoura como patrono. Pertenceu à Academia Campista de Letras, cadeira Obertal Chaves, tendo sido seu presidente.
Fundou, em 1952, com Antônio Weindler e Constantino Gonçalves, o Instituto Campista de Literatura. Fundou e foi membro correspondente de várias academias do país, da região e de Tolosa, Argentina.
Obteve o “Prêmio Alberto Lamego” da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ), com a obra “Subsídios para um dicionário geográfico do município de Campos.”

Obra:

Canções de amor e de saudade – 1948
Seis poetas, “Hora absoluta” – 1959
Oito trovadores (trovas) – 1960
Narcisa Amália (poema) – 1960
Cantigas do amanhecer – 1961
Vitral de Outono – 1962
Seis prosadores, “O Suicida” – 1962
Depois do Eclipse – 1965
Praia azul – 1975
Conceição de Macabu – 1976
Coroa de sonetos – 1976
Raimundo S. de Araújo (posse na Academia Campista de Letras) – Vol. I e II - 1979
Os caminhos da morte - 1981
Sonetos de Amor sem fé – 1983
Uma canção para Leila – 1984
Inventário de Sombras – 1985
Cidade de Alegre (organizador da Coletânea) – 1981
O tema é Natal - (organizador da Coletânea) – 1981
O tema é Infância - (organizador da Coletânea) – 1982
O tema é Liberdade - (organizador da Coletânea) – 1983
Cantigas de Pierrot – 1979
Rosas de abril (poesias) – 1959
O tema é perdão  (organizador) – 1992 
Cadeia de sonhos e outros – 1982 
Oração maçônica I – 1982
O poder do verbo (prosa) – 1993 
Sons e sonetos –  1993
Sinfonia da noite (soneto) – 1993 
Amor e outros temas – 1979
O município de Campos na Enciclopédia Bloch (resumo) – 1972 
Colar de Trovas (uma parceria com Sônia  Vasconcelos) – 1984 
O Tema é saudade (organizador da coletânea) – 1985 
Campos, cidade e município (organizador da coletânea) – 1985
O tema é esperança (organizador da coletânea) – 1986 
Natal de 1986
Sonetos Edição de International Writers Association – 1987 
O tema é sonho (organziador da coletânea) – 1987
Sonhos e presságios (sonetos) – 1988
Soneto a quatro mãos  – 1988
Sonetos da Devoção – 1988
Eloy Ornelas
Mucio da Paixão (momento cultural) – 1970 
Azevedo Cruz (momento cultural - nº 2, 18 19 a 24) – 1970
Evangelho de mágoas (sonetos) – 1990 
O tema é caridade (organizador da coletânea) – 1990
Vendaval de rosas (sonetos) – 1991 

Fonte:

Biblioteca Welligton Paes

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Amaro Prata Tavares





















“Sòzinho sei que sou nada.
Um simples elo-sòmente –
Mas a outros elos ligados,
Formarei forte corrente.”

Nasceu aos 24 de janeiro de 1926, em Conceição de Macabu (RJ), e faleceu aos 11 de julho de 1994. Filho de Castro Tavares da Silva e Izaltina Prata Tavares. Dos 4 aos 6 anos viveu em Siqueira Campos, no Espírito Santo. Depois viveu em Campos – onde cursou o primário no colégio Santos Dumont - até os 24 anos de idade, quando se mudou para o Rio de Janeiro. Regressou a Campos em 1958.
Fez o curso Comercial Básico na Escola Técnica de Comércio de Campos. Em 1946, ingressou no Colégio Batista Fluminense, onde concluiu o curso ginasial. No Rio estudou no Instituto Santa Rosa.
Pertenceu ao Clube de Poesia de Campos. Participou do grêmio Teatral Gastão Machado, do qual foi um dos fundadores. Fundou no Rio de Janeiro o grêmio Cívico-Literário “Euclides da Cunha”, do qual foi presidente. Obteve, em 1954, o prêmio “Almir Soares”, da Academia Pedralva de Letras e Artes, com o conto “A última cena”.
Pertenceu à União Brasileira de Escritores (UBE), seção do Rio de Janeiro. Foi sócio efetivo da Academia Pedralva, vice-presidente de cultura da União Brasileira de Trovadores (UBT), diretor do Departamento de Difusão Cultural da Prefeitura de Campos, diretor-chefe do jornal “A Noticia”, editor e criador da revista “Momento Cultural”, presidente do grupo Uni-Verso, foi membro do Instituto Campista de Literatura (ICL).

Obra:

‘Seis poetas’ – 1959
‘Oito Trovadores’ – 1960
‘Seis prosadores’ – 1962
‘Passo e passo’ – 1973
‘Ato 5’ – 1979
‘4 em 1’ – 1986

Fonte:

Noite do escritor Campista - 1973

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Álvaro de Lacerda

Nasceu em Campos em 08 de dezembro de 1858 e faleceu em 13 de fevereiro de 1922. Filho de João Batista de Lacerda e Maria Assumpção Lacerda. Era irmão do abolicionista e jornalista Luiz Carlos de Lacerda e tio de Lacerda Sobrinho. Como todo Lacerda da época, era possuidor de grande intelectualidade.
Iniciou os estudos em Campos e os concluiu no ano de 1880 pela Faculdade de Medicina, no Rio de Janeiro. Abriu consultório em Campos e, após estudos na Europa, regressou ao Brasil convencido dos benefícios da eletroterapia, vindo a montar uma clinica no Rio de Janeiro. Dr. Álvaro de Lacerda foi um dos pioneiros na aplicação da energia elétrica na cura de diversas doenças.
Atraído pela política, foi eleito mais de uma vez deputado da Assembleia Provincial.  Na Assembleia, fez parte do “Grupo da Montanha”, do qual eram integrantes políticos liberais e intelectuais, que gostavam de debater em público.
Grande intelectual e escritor, através da imprensa campista escreveu artigos que suscitaram polêmicas.
Dono de um espírito combativo, ficou ao lado do irmão, Carlos de Lacerda, na luta abolicionista.

Obra:

Cains da Medicina – 1913

Fonte:

CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

José Américo Motta Pessanha















Bachelard e Monet: do olhar à reflexão

“Enquanto se passa por ela , vivendo-se uma metáfora da própria existência humana, pode-se olhar para baixo e se ver sobre a água do lago, entre as imagens das raízes do universo, também o reflexo de um rosto, o próprio rosto – o rosto que se reconhece duplicado no meio de nenúfares, num sempre inacabado auto-retrato, como o deixado na tela por Monet.”


Nasceu em Campos  em 16 de setembro de 1932.  Fez o ginasial e secundário no Liceu de Humanidades de Campos.
Em 1952, ingressou no curso de Filosofia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, onde concluiu o bacharelado e a licenciatura em 1955. Foi convidado, em 1956, pelos Professores Pe. Maurílio Teixeira Leite Penido e Álvaro Vieira Pinto, também campista, a integrar o quadro de professores do Departamento de Filosofia, da instituição onde se formou, na condição de auxiliar de ensino da cadeira de História da Filosofia. Posteriormente, com o licenciamento do catedrático de História da Filosofia, o Professor Álvaro Vieira Pinto, que assumiu a direção do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), o professor José Américo passou a dividir juntamente com a professora Wanda Soares, também auxiliar de ensino, os trabalhos da cadeira nos cursos de Filosofia, Pedagogia e Ciências Sociais.

Obra:

Sócrates (Os Pensadores) – 1985
Aristótoles (Os Pensadores - Vol. I) – 1971
Aristótoles (Os Pensadores - Vol. II) - 1991
Pré-Socráticos (Os Pensadores) - 1999
Os Sentidos da Paixão  (Platão: As várias faces do amor)  – 1990
O Olhar  (Bachelard E Monet: O olho e a mão) – 1990
O Desejo (A água e o mel) – 1990
Ética (As delícias do jardim) - 1992
Arte pensamento (Humanismo e pintura) – 1994
Razões (Razão Dialógica) -  1994
Como Funciona – Enciclopédia de Ciência e Técnica (Fascículos do  1 ao 24) – 1979
Mitologia 3v Dicio Greco Romana - 1973

Fonte:

www.pragma.kit.net/kleos/K7/K7-Empedocles.pdf (acessado em 10/08/2011)

José Alves de Azevedo



















Nasceu em Goitacazes, subdistrito de Campos,  no dia 28 de dezembro de 1910 e faleceu no dia 23 de novembro de 1991. Filho de João de Azevedo e Cecília Alves de Azevedo.
Dividiu o estudo com o trabalho na usina de cana de açúcar, colocando cana na esteira, ainda bem novo, para ajudar aos pais. Um tempo depois, mudou-se para a cidade e empregou-se numa padaria. Além do balcão, fazia entregas. Trabalhava de dia e estudava à noite. Quando  tinha uma folga, dedicava-se ao estudo para ingressar na faculdade de Direito. Com muito esforço pode concluir o curso almejado. Em 1938, recebe o diploma de advogado.
Ingressou na política em 1955, pelo PTB, elegendo-se prefeito. Durante seus cinco anos de mandato, pavimentou o Paula Carneiro, estruturou o Corpo de Bombeiros, permitiu açougues populares, fez praças em Goitacazes e São Sebastião, construiu o aeroporto, fez campanha pela água para Santa Maria e Santo Amaro, cuidou do Imbé e Mocotó, prestou contas semanais pelo rádio e construiu coretos para o povo dançar de graça o carnaval.
Em 1955, foi eleito Deputado Federal. Tomou parte em comissões e foi eleito vice-presidente da Câmara e do partido. Em 1959, retorna para ser prefeito, novamente, de Campos. Mais experiente, planejou o seu sonho: erguer a moderna rodoviária. Reiniciou a obra, mas a arrecadação não pode sustentar a mesma, pois as enchentes do Paraíba fizeram com que a verba municipal fosse desviada para socorrer aos desabrigados. Para piorar, a falta de eletricidade afastava os empresários que  quisessem investir no município. Diante da falência municipal, foi ao então governador do Estado, Roberto Silveira, que prometera verbas devidas, mas não cumpriu.

Obra:


Apelação Cível nº 264 – Razões da Apelante – 1940
Memorial – apelação nº 347 – Razões da apelada – 1941
O que será o governo José Alves de Azevedo? – 59/62

Fonte:

Carvalho, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 2001.

Judith Grossmann


  


















Visões d’Africa

No ano que vem
Nesta época do ano
Por ocasião do teu aniversário
Estaremos em terras d’África.
É preciso partir.
Quando lá pisarmos
Com minhas próprias mãos
Acenderei uma fogueira
E tu irás em busca de água.
(...)  Nas noites de frio
Usaremos mantas
Como aquela com que se aquece
Pierre Édouard Leopold Verger
No seu fabuloso retrato na poltrona.
Recitaremos encantações
E tu farás de mim
Uma mulher a acender uma fogueira
E eu de ti
Um homem a buscar água.”


Nasceu em Campos em 19 de abril de 1931 e faleceu em 13 de março de 2012. Filha de Joseph Grossmann e Etel Grossmann. Estudou no Externato Calomeni e no Liceu de Humanidades de Campos. Graduou-se em Letras pela antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, atual UFRJ, graduou-se em licenciatura em 1953 e em bacharelado em 1954.
Em 1963-64 obteve a pós-graduação em Letras pela Universidade de Chicago (EUA). Em 1966, ingressou como professora de Criação Literária e de Teoria da Literatura no  Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se tornou professora titular.
Escritora, ensaísta, ficcionista e professora emérita da UFBA. Suas atividades literárias foram iniciadas no Rio de Janeiro, em 1957, no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil. Em 1976, recebeu o “Prêmio Brasília de Ficção” e, em 1985, o Prêmio Ficção/85 da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA.
Judith está presente em numerosas publicações, periódicos e antologias nacionais e internacionais.
Pela Global Editora assinou a seleção e o prefácio de Melhores Contos Herberto Sales, além de integrar o Roteiro da Poesia Brasileira – Anos 50 (seleção e prefácio de André Seffrin).

Obra:

São José -1959
Linhagem de Rocinante: 35 Poemas - 1959
Painel de Cecília Meireles (trabalho em caderno brasileiro set/out 66) - 1966
O Meio da Pedra: Nonas Estórias Genéticas - 1970
A Noite Estrelada: História do Ínterim - 1977
Outros Trópicos – 1980
Temas de Teoria da Literatura (Ensaios 79 ) – 1982
Cantos delituosos: Romance - 1985
O espaço geográfico no romance brasileiro (mais outros autores) – 1993
Vária Navegação; mostra de poesia – 1996
Vária Navegação: Mostra de Poesia - 1996
Meu Amigo Marcel Proust: Romance - 1997
Nascida no Brasil: Romance – 1998
Fausto Mefisto: Romance - 1999
Pátria de Histórias – 2000

Fonte:


GROSSMANN, Judith. Cantos delituosos, 1985;
Poesia e prosa para uma homenagem – Centenário do Liceu de Humanidades de Campos 1880 – 1980, 1980;
http://www.globaleditora.com.br/autores/busca-de-autores/?AutorID=2119 (acessado em 09/11/2012);
jornalsidarta.blogspot.com/.../caderno-de-poesia-cinco (acessado em 09/11/2012);
http://obits.dignitymemorial.com/dignity-memorial/obituary.aspx?n=Judith-Grossmann&lc=2317&pid=156512984&mid=5033891 (acessado em 09/11/2012)